A Mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV. Embora tenha sido conhecida anteriormente como “varíola dos macacos”, o nome foi alterado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar estigmas e termos discriminatórios.
O vírus possui duas linhagens principais:
O primeiro, historicamente mais grave, com maior taxa de letalidade. Recentemente, uma nova variante deste grupo (Clado Ib) tem causado preocupação global devido à sua rápida disseminação.
Já o segundo, foi o responsável pelo surto global de 2022. Geralmente causa sintomas mais leves.
Sintomas e Evolução
A doença costuma seguir um ciclo dividido em fases. O período de incubação (tempo entre o contato e o primeiro sintoma) varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
- Fase Inicial
Dura de 1 a 5 dias. Os sinais são semelhantes aos de uma gripe forte:
- Febre súbita e calafrios.
- Dor de cabeça intensa e dores musculares.
- Diferencial importante: Inchaço dos gânglios linfáticos (os famosos “ínguas” no pescoço, axilas ou virilha). Isso ajuda a diferenciar a Mpox de outras doenças como a varicela (catapora).
- Fase de Erupção Cutânea
As lesões aparecem geralmente 1 a 3 dias após o início da febre. Elas seguem uma ordem de evolução:
- Máculas: Manchas vermelhas planas.
- Pápulas: Pequenas protuberâncias sólidas.
- Vesículas: Bolhas com líquido transparente.
- Pústulas: Bolhas com pus (ficam amareladas).
- Crostas: As feridas secam e caem.
- Atenção: Você só deixa de transmitir o vírus quando todas as crostas caíram e uma nova camada de pele se formou.
Como ocorre a transmissão?
A Mpox não é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) exclusiva, mas o contato íntimo durante o sexo é uma das principais vias de contágio atualmente.
Contato Direto: Toque em feridas, fluidos corporais ou crostas de uma pessoa infectada.
Objetos (Fômites): Compartilhar lençóis, toalhas, roupas, talheres ou dispositivos eletrônicos sem a devida higienização.
Via Respiratória: Gotículas expelidas na fala, tosse ou espirro (exige contato próximo e prolongado).
Transmissão Vertical: De mãe para filho durante a gravidez ou parto.
Diagnóstico e Tratamento
Se você apresentar sintomas ou teve contato com alguém confirmado, procure uma unidade de saúde imediatamente.
Diagnóstico: É realizado através do teste PCR (padrão ouro). O profissional de saúde utiliza um swab (semelhante ao do COVID) para coletar material diretamente das feridas ou das crostas.
Tratamento: Na maioria dos casos, o corpo combate o vírus sozinho. O foco é o suporte:
Remédios para dor e febre.
Manter-se muito bem hidratado.
Higienização das lesões: Lavar com água e sabão e não cutucar as feridas para evitar infecções bacterianas secundárias.
Isolamento: Essencial para interromper a cadeia de transmissão.
Importante: Casos graves (em pessoas com imunidade muito baixa, crianças ou gestantes) podem exigir antivirais específicos ou internação.
Prevenção e Cuidados Práticos
Higiene: Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel 70%.
Distanciamento: Evite contato pele a pele com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
Não compartilhe: Itens de uso pessoal (toalhas, lençóis) devem ser lavados separadamente com água quente e sabão comum.
Vacinação: Atualmente, a vacina é direcionada a grupos de altíssimo risco e pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados (profilaxia pós-exposição), seguindo o cronograma do Ministério da Saúde.
Conteúdo informativo, em caso de suspeita procure atendimento médico.
Fonte: Ministério da Saúde

